"GUERRA SANTA" ?

Reações aos terreiros são constantes


O episódio no Centro de Umbanda Cabloclo Pena Verde, no Rio Vermelho, não é único. Religiosos dizem que são comuns as reclamações de moradores nos dias de culto.

Claudio Mizraji, no Camdomblé desde 2005, afirma que as reação contrária aos centro “simboliza a realidade de outros lugares onde são feitas práticas similares que sofrem preconceito”. Ele trabalha na Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, em Florianópolis, voltada ao combate de qualquer tipo de discriminação.

Vicente do Espírito Santo, chamado de Pai Pequeno, do Centro de Umbanda Cabloclo Pena Verde, falou que muitos companheiros de outros cultos sofreram com pedras sendo jogadas e a polícia invadindo o local e até prendendo médiuns.

Em 15 de novembro, para marcar o Dia Nacional da Umbanda, Mãe Bia organizou uma caminhada pelas ruas do Rio Vemelho pedindo liberdade religiosa. Participaram seguidores de outras manifestações culturais como Hare Krishna
 Entendemos como um problema mais abrangente e por isso a participação coletiva – explica a advogada Nathália Dias de Moura, que defende os interesses do Caboclo Pena Verde.


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