EXÚ

Ilustração: Carybé / reprodução

Exu, o irreverente
o que é Exu representado acima pelo pintor Carybé. Um demônio, que pode ser exorcizado com a Bíblia e água benta? Ou um personagem brincalhão, próximo das figuras do Saci e de Pedro Malazarte, dos causos contados no interior? Um livro de Jorge Amado talvez os ajude a conhecer melhor o mensageiro dos orixás. Retirem, na biblioteca da escola ou em algum acervo público, o romance Os Pastores da Noite, publicado em 1964, e façam a leitura em conjunto. No segundo episódio, Ogum decide batizar uma criança, mas é Exu quem incorpora no pai honorário. Sem alternativa, Ogum "baixa" no padre e desfere duas sonoras bofetadas no padrinho, ou melhor, em seu irmão Exu. Este percebe que a brincadeira acabou e se afasta, confundindo-se com os anjinhos esculpidos na igreja, enquanto Ogum muda imediatamente de “cavalo” e batiza a criança. A história pode fundamentar um bom debate sobre o papel dos orixás na vida brasileira, que não se restringe mais às comunidades próximas do candomblé.

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