Diário de um Médium - A sessão de exu e pomba gira - Aprendendo com a vida





A sessão de exu.
Aprendendo com a vida.

Mais um relato sobre a vida.
Quinta feira passada, sessão de exu e pomba gira, parto eu para mais uma sessão de exu e pomba gira, no templo das águas, 
bem pertinho de casa.
Como é bem perto da minha casa, fui caminhando, e no trajeto, passo por exatas 3 praças, dando tempo na minha caminhada,
de pensar, diminuir minha vibração para que, 
quando eu chegue na terreira, esteja quase e sintonia com meu guia.
Mas como todo reles mortal, vou eu com meus pensamentos, pensando em meus problemas pessoais, diferente de quem pensa que nós médiuns, somos imortais, não, somos seres comuns.

Começamos a formar a corrente mediúnica, e minha mãe de santo, informa que teremos um caso de uma pessoa com grandes problemas de saúde, e sua idade avançada, a faz sofrer mais ainda, e a mesma pede aos exus da casa, uma atenção especial, 
com a pessoa.

Enfim..

Só vi a pessoa, posteriormente ao fim da sessão, quando já desencorporado, exu Marabô subindo a lomba, 
como ele costuma falar, e eu na terra.

Vi a senhora, que foi atendida por TODOS EXUS E POMBA GIRAS DA CORRENTE MEDIUNICA DO TEMPLO, e seu GRAVE problema de saúde fora, apaziguado momentaneamente.

Não vou dizer o quão é problemático os sintomas da mesma, são visualmente , não teria palavras para explanar o fato, mas em 43 anos de religião, fazia um tempo que eu não via  caso igual..

Mas a questão é..

Não o atendimento a uma pessoa enferma em 
uma sessão de exu e pomba gira..

Isso em qualquer sessão de Umbanda 
por esse mundo afora, acontece...

Mas minha questão pessoal, meu aprendizado..

O antes da sessão, a incorporação, o trabalho mediunico, minhas questões pessoais, meus problemas que eu teria que suprimir durante meu trabalho mediunico, que conforme os mais velhos, devemos botar nossa dor embaixo do braço e 
escutar a dor dos outros.....

Passou tudo..

Quinta feira, depois da sessão de exu e pomba gira, fui para casa, desci em direção a minha casa, passei pelas mesmas praças, com a minha roupa preta, minha guia de exu, na sacola uma garrafa de marafo, os charutos que sobraram, mas com a alma lavada..

Os meus problemas?

Continuam os mesmos, hoje na sexta feira...

Mas com a sensação de um dever cumprido, botei minha dor embaixo do braço e ajudei alguém, com problemas muito maiores que os meus, a abrandar a sua dor......

Eis a vida....
Bem vindo a mediunidade, você que está entrando hoje, em uma corrente mediunica em alguma terreira de umbanda...


Coloque a sua dor, debaixo do braço e escute a dor dos outros, pois certamente existem pessoas com problemas muito maiores que os seus e precisam de você.

Por Emerson de Ossãe.