AFRICANISMO GAÚCHO ( TERREIRAS EM PORTO ALEGRE) UMBANDA EM PORTO ALEGRE

A aproximação da abolição espalhou sobre a sociedade uma grande incerteza quanto ao tratamento que seria dado aos trabalhadores que carregavam na pele o estigma da escravidão.
Analisando as experiências dos negros nas últimas décadas do escravismo, nos limites urbanos de Porto Alegre, o historiador Paulo Roberto Staudt Moreira caracterizou como “máscaras do cativeiro” a comprovação de que cativeiro e liberdade não eram mundos estanques, e sim mundos imbricados. As Cartas de Alforria daquela época, surpreendem por sua riqueza de informações. Não apenas trazem dados sobre os escravos, mas em grande parte revelam que os senhores sentiam-se obrigados a justificar as liberdades concedidas.
Laurindo Silveira dos Santos, em outubro de 1857, escreveu a seguinte carta de alforria: “Digo eu Laurindo Silveira dos Santos, que entre os mais bens que possuo livres e desembargados, se compreendem um mulatinho de nome Rogério e uma mulatinha de nome Ana... ambos crias de minha casa e filhos de uma crioula de nome Antônia, em tempo que era minha escrava, cujos mulatinhos por desencargo de consciência e por circunstâncias que a decência pede que se calem, é de minha vontade que desde já sejam libertos, como que tivessem nascido de ventre livre...” (Paulo Roberto Moreira Staudt/Faces da liberdade, máscaras do cativeiro)

Foto: Lunara, década de 1900 (acervo Museu Joaquim José Felizardo)

FONTE.PORTOHISTÓRIA PH

NOTA DO BLOG.

NÃO PRECISO NEM DIZER O QUANTO ME EMOCIONEI PROFUNDAMENTE VENDO ESSA FOTO EM COMPARAÇÃO AO TEXTO.